FORMAMOS PROFISSIONAIS! DESENVOLVEMOS TALENTO!


Na minha opinião esta formação é muito importante.

Cada vez há mais população envelhecida e cada vez mais não temos tempo para cuidar dos nossos. Assim sendo, temos de os colocar em lares, casas de acolhimento ou famílias de acolhimento de maneira a que possam ter um final de vida digno e com qualidade de vida. Para que tudo isso seja possível é necessário haver instituições e pessoas altamente qualificadas e preparadas para ocorrer às mais diversas situações que vão surgindo no dia a dia, o que não quer dizer que as pessoas sem formação não sejam igualmente ótimas profissionais e pessoas capazes de desenvolver um excelente trabalho. Contudo, pessoas qualificadas, estão munidas com conhecimento suficiente para fazer as coisas bem-feitas, rápidas e de maneira assertiva de forma a diminuir o erro e possível tempo de recuperação.

Foi possível adquirir conhecimentos sobre as mais diversas formas de posicionamentos, de tratamentos, de levantamentos e até como manusear os mais diversos equipamentos para o tratamento e transporte dos idosos.

Durante a parte prática, foi possível visualizar algumas situações que foram abordadas na teoria e que tanto preocupam os profissionais de ação médica, como os auxiliares de saúde, que é o caso das úlceras de pressão. Nunca durante a minha vida tinha ouvido falar em tal coisa, sendo por isso uma situação totalmente nova para mim.

Com o conhecimento adquirido na parte teórica foi possível realizarmos o tratamento das mesmas e como tal dar uma melhor qualidade de vida aos utentes.

Durante o estágio foram me ensinadas algumas técnicas de posicionamento que serviram para situações futuras da minha vida profissional.

Assim sendo penso que a nível geral todos nós um dia vamos passar por uma situação similar de um nosso familiar ou de algum amigo mais próximo e deveríamos estar preparados para nessa altura prestar o cuidado e o auxílio necessário para lhes dar boas condições de vida, no entanto pelo que tenho observado não é o caso. Existe uma falta de bom senso, falta de vontade e alguma falta de paciência por parte da população geral e até partidária para se olhar para os nossos idosos e para quem mais precisa.

Tive dias de chegar à instituição um pouco mais cansada, exausta, com vontade de descansar, mas só de olhar para o rosto daquelas pessoas cheias de alegria e felicidade só por nos verem fazíamos das “tripas” coração para lhes poder proporcionar um pouco de bem-estar e conforto com a nossa presença.

Foram estas pequenas coisas que nos fizeram crescer como pessoa e profissional de geriatria.

De uma forma geral, o curso/estágio que agora termino, faz parte igualmente de uma fase da minha vida em que me fez ter uma outra perceção da vida humana que até aqui não tinha.

Marina Eira

Auxiliar de Saúde e Geriatria – Vila Real