De que forma o teu trabalho ajuda os formandos a transformar a formação em oportunidades reais no mercado de trabalho?
O meu trabalho consiste em criar uma ligação efetiva entre a aprendizagem e a prática. A formação é uma base essencial, mas só ganha verdadeiro impacto quando é aplicada em contexto real. É precisamente nessa transição que intervenho. Através do contacto direto com empresas, da criação de parcerias e do acompanhamento próximo dos formandos no processo de estágio, procuro garantir que cada experiência prática seja alinhada com as competências adquiridas e com o percurso que a pessoa pretende construir. Mais do que encaminhar para um estágio, o foco está em preparar o formando para entrar num ambiente profissional com segurança, responsabilidade e consciência do seu valor. Quando isso acontece, a formação deixa de ser apenas um certificado e passa a ser uma verdadeira alavanca de integração no mercado de trabalho.
Quais são as dificuldades mais comuns que encontras nos formandos quando estão a procurar estágio ou emprego?
As dificuldades mais frequentes estão relacionadas com insegurança e falta de confiança nas próprias competências. Alguns formandos sentem que ainda não estão “prontos” ou que não têm experiência suficiente, mesmo depois de concluírem a formação.
Outra dificuldade comum é a postura perante o mercado. A procura de estágio ou emprego exige iniciativa, consistência e capacidade de comunicação. Nem sempre existe essa preparação inicial, seja na construção de um currículo adequado, na apresentação pessoal ou na abordagem às entidades.
Existe também alguma expectativa de que as oportunidades surjam de forma automática. Parte do meu trabalho passa por mostrar que a atitude proativa faz toda a diferença e que a forma como cada pessoa se posiciona influencia diretamente as respostas que obtém.
Como fazes o acompanhamento ao longo do percurso para garantir foco, motivação e um plano de ação ajustado a cada pessoa?
O acompanhamento é individualizado e contínuo. Procuro compreender o contexto de cada formando, as suas expectativas, as suas limitações e os seus pontos fortes. A partir daí, definimos um plano de ação claro, com etapas concretas e realistas.
Mantemos contacto regular para avaliar progressos, ajustar estratégias e reforçar a confiança. Sempre que surgem dificuldades, trabalhamos soluções práticas em vez de permitir que a frustração se instale.
A motivação nasce quando existe direção e quando a pessoa percebe que está a avançar. O meu papel é ajudar a estruturar esse caminho, trazendo clareza, orientação e sentido de responsabilidade ao longo de todo o processo.
Talento Talks com André Duarte –Gestor de Carreira no Departamento de Empresas e Gestão de Carreira
























